quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

RESUMO DAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS DE HOJE, 30-01-2014 (QUINTA-FEIRA)

30 de janeiro de 2014
Correio Braziliense


Manchete: Polícia quer política, Brasília quer polícia
A Operação Tartaruga, deflagrada por uma facção de policiais militares, expõe os brasilienses à perigosa estratégia de tratar a segurança pública com interesses eleitoreiros. As mensagens agressivas nas redes sociais, a distribuição de outdoors pelo Distrito Federal, o discurso corporativista e o apoio de políticos interessados apenas em votos prejudicam o atendimento à população e contribuem para o avanço da violência. Nos primeiros 29 dias do ano, o DF teve 63 homicídios— mais de dois por dia. Esse índice está 28% acima das mortes violentas registradas no mesmo período em 2013. Preocupados com a ação dos bandidos, empresários pretendem suspender o comércio 24 horas e planejam iniciativas independentes e manifestações em favor de mais segurança. (Págs. 1 e 22)
Ideli se junta a Palocci e a Erenice na falta de ética
Relatório de comissão que analisa uso de helicóptero da PRF por parte da ministra defende punição nos moldes dados a petistas em 2011. (Págs. 1 e 2)
A R$2,43, dólar seguirá em alta
Corte de incentivos nos EUA e incerteza global impulsionam moeda norte-americana, que chegou a ser negociada acima de R$ 2,45. Analistas acreditam que pressão deve continuar e que o governo precisará entrar mais no mercado. (Págs. 1 e 10)
Maconha: Absolvição será revista
Ministério Público do DF recorre da sentença dada por juiz da 4ª Vara de Entorpecentes, que livrou homem com 46 gramas da droga em visita à Papuda. (PÁGS. 1 e 25)
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Estado de Minas


Manchete: O perigo passa por aqui
É grande o risco de acidentes em BH como o que derrubou passarela e matou cinco no Rio.

A imprudência de motoristas, aliada à fiscalização deficiente e à falta de sinalização de altura em várias passarelas, torna real a chance de que caminhões batam nas estruturas, como ocorreu na capital fluminense. O perigo ronda corredores como a BR-356 e o Anel Rodoviário. O Estado de Minas percorreu as duas vias e constatou a ausência de placa com limite de altura, que é obrigatória, em pelo menos cinco travessias. Amassada, uma delas, no Bairro Bonsucesso, demonstra que já foi atingida. Há quatro anos, um caminhão com a caçamba levantada bateu em outra, no Bairro Santa Maria, amassando as grades. Por sorte ninguém estava passando na hora e a passagem elevada não desabou. Também os viadutos do Complexo da Lagoinha já sofreram colisões de veículos mais altos. (Págs. 1 e 17)
Desemprego volta a subir na grande BH
A taxa saltou de 5,1% em 2012 para 6,9% no ano passado, na primeira alta desde 2009. Das 106 mil pessoas que procuraram emprego, só 56 mil conseguiram. (Págs. 1 e 10)
Maconha: Juiz absolve réu flagrado com 46 gramas da erva
Para magistrado de Brasília, a maconha tem "caráter recreativo e medicinal"e sua proibição, enquanto álcool e tabaco são liberados, é fruto de uma cultura atrasada. (Págs. 1 e 9)
Rolezinhos: União deixa para estados a negociação com os jovens (Págs. 1 e 8)


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Jornal do Commercio


Manchete: Carnaval de 720 estrelas
Prefeitura do Recife divulgou a programação da folia da cidade e número corresponde apenas aos shows de palco, em 63 polos, por onde passarão artistas como Gil, Martinho da Vila, Alcione, Lenine, Alceu e muitas outras feras. (Págs. 1 e cidades 3 e 4)
Piso nacional dos professores sobe 8,32%
Valor chega a R$ 1.697 na educação básica. índice provocou atrito com a categoria, que esperava percentual entre 13% e 15%.(Págs. 1 e 7)
Fiscalização localiza falhas em seis balanças do aeroporto do Recife (Págs. 1 e economia 1)


Servidor dos Correios deflagra nova greve por causa de plano de saúde (Págs. 1 e capa dois)


Governo remaneja R$ 39 milhões de Suape para obras da Copa (Págs.1 e economia 4)


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Zero Hora


Manchete: Justiça multa rodoviários e considera greve ilegal
Empresas da Capital foram autorizadas a descontar dias parados e a contratar funcionários temporários.

Sem ônibus, os passageiros sofrem nas filas de lotações.

A disputa por poder nos bastidores da paralisação.

Dicas para driblar a falta de transporte coletivo. (Págs. 1, 4, 5, 8, 12 - Rosane de Oliveira, 17 - Carolina Bahia e 55 Paulo Sant’ana)
Piloto e aluno morrem em queda de avião
Instrutor chegou a comunicar pane, mas aeronave caiu a dois quilômetros da pista,em Cachoeira do Sul. (Págs. 1 e 35)
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Brasil Econômico


Manchete: Dependência do capital estrangeiro chega ao maior nível
A necessidade de financiamento externo chegou a R$ 130 bilhões em 2013, sem contabilizar os números do quarto trimestre. É o patamar mais elevado desde 2006, último ano em que houve sobra para o país investir com dinheiro próprio. Ainda assim, economistas questionam o título de “frágil” atrelado ao Brasil por analistas estrangeiros. (Págs 1, 4 e 5)
Tesouro anuncia emissões em euro e iene no início de 2014 (Págs. 1 e 11)


Estímulo: Fed anuncia novo corte de US$ 10 bi
O banco central americano manteve a disposição de reduzir a ajuda à economia. No Brasil, mercado já prevê juros a 11%. (Págs. 1 22 e 24)
Limpando a área


Discurso de Obama foi recebido como roteiro de campanha deste ano dos democratas: desafiar republicanos que criticam a lei de assistência médica. (Págs. 1 e 27)
Nadja Sampaio: Como identificar as operadoras após a portabilidade? (Págs. 1 e 15)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

RESUMO DAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS DE HOJE (21-01-2014 - TERÇA-FEIRA
21 de janeiro de 2014
 
O Estado de S. Paulo
Manchete: Déficit da Previdência sobe e vai a R$ 50 bilhões em 2013Para diminuir rombo, governo quer modificar regras de pensão por morte e de auxílios-doença e invalidez.

Dados obtidos pelo Estado mostram que o rombo com gastos previdenciários deu um salto em 2013, levando o País a registrar outro déficit no setor. A conta ficou negativa em R$ 49,9 bilhões, informa Mauro Zanatta. O governo esperava um equilíbrio na comparação com 2012, quando a diferença entre arrecadação e gastos com quase 28 milhões de benefícios fechou no vermelho em R$ 42,3 bilhões. O governo diz que a elevação dos gastos é explicada pelo pagamento, por decisão judicial, de quase R$ 3 bilhões em passivos acumulados nos anos anteriores. Também pesaram revisões do teto de benefícios com reajuste acima da inflação e o recálculo de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, despesas que a Previdência quer rever. As pensões por morte, que custam R$ 140 bilhões por ano ao País, também devem ter suas normas alteradas em breve pelo governo. (Págs. 1 e economia B1 e B3)

R$ 65,4 bi

Foi o total de despesas com a concessão de auxílios-doença e por invalidez em 2013.
MPE quer que Prefeitura indenize por enchentes
O Ministério Público Estadual foi à Justiça contra a Prefeitura de São Paulo para obrigá-la a resolver o problema dos alagamentos na cidade e indenizar as pessoas que sofreram danos com as enchentes. A Promotoria de Habitação e Urbanismo identificou 422 pontos no centro expandido que sofreram ao menos quatro inundações anuais de 2005 a 2013. (Págs. 1 e metrópole A13)
Mercadante já dá parte do expediente na Casa Civil
A presidente Dilma Rousseff nomeará Aloizio Mercadante (PT) para a Casa Civil com o objetivo de fazer a ponte entre o governo e a campanha da reeleição. Ontem, ele já despachava informalmente no Planalto. O empresário Josué Gomes da Silva/PMDR) deve assumir o Desenvolvimento e fará parte do grupo dos que permanecerão em caso de vitória. (Págs. 1 e política A4)
Roseana contrata sem licitação empresa doadora
O governo Roseana Sarney (PMDB) contratou sem licitação para a construção de três prisões no Maranhão uma empresa que doou R$ 225 mil para o diretório maranhense do PMDB em 2010, quando ela foi reeleita, reporta Marcelo Gomes. (Págs. 1 e metrópole A16)
Delúbio trabalha na CUT e reduz pena
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares começou a trabalhar na sede da CUT em Brasília. Condenado no processo do mensalão a 6 anos e 8 meses de prisão, ele receberá R$ 4,5 mil mensais como assessor da presidência. A cada 3 dias de trabalho, Delúbio reduzirá 1 dia da pena. A defesa de José Genoino confirmou o pagamento da multa no mensalão de RS 667,5 mil. Outros dois, de cinco condenados, pediram prorrogação do prazo. (Págs. 1 e política A8)
Crime prescrito
A Justiça confirmou a prescrição dos crimes de peculato e formação de quadrilha pelos quais o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia foi acusado no mensalão mineiro, de 1998. (Págs. 1 e A8)
‘Mundo está de olho’, diz Fifa
Em visita a Itaquera, Jérôme Valcke, da Fifa, elogiou as obras do estádio, que deve ser entregue em abril, mas avisou: "O mundo está de olho". (Págs. 1 e A18)
Alckmin pagará bônus a policiais
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) pagará até R$ 2 mil de bônus aos policiais de São Paulo que atingirem metas em três indicadores de criminalidade. (Págs. 1 e metrópole A15)
‘Rolezinho’: ministro defende diálogo (Págs. 1 e metrópole A17)



ONU exclui Irã de diálogo sobre Síria (Págs. 1 e internacional A9)


Dora Kramer: Volta por baixa
Dilma faz o caminho inverso ao da “faxina ética”, e sem a cerimônia de algum tempo atrás, quando reintegrou alguns dos demitidos. (Págs. 1 e política A6)
José Paulo Kupfer: Desigualdade no emprego
A nova pesquisa Pnad Contínua, que abrange mais de 200 mil domicílios, mostra com mais nitidez desequilíbrios de mercado de trabalho. (Págs. 1 e economia B4) 
Notas & Informações: Os ônibus - exagero e realidade
Seria bom que o serviço de ônibus estivesse melhorando tanto quanto dizem autoridades em SP. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense


Manchete: Rolezinho universitário no Planalto e no Senado
Um grupo de alunos da Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, sentiu na pele o que é ter os direitos restritos. Acampados próximo ao Palácio do Planalto, eles reivindicavam a federalização da instituição de ensino. Os manifestantes foram detidos pela PM, levados ao Senado e ouvidos pela Polícia Legislativa. Vão responder por desacato à autoridade. As forças de segurança agiram em razão da norma que proíbe acampamentos na área da Esplanada. Representantes de shopping centers, por sua vez, pedem uma interferência do governo federal a fim de evitar tumultos nos rolezinhos. Alvo de muitas interpretações políticas, os jovens da classe C se tornaram os reis dos centros de compras. Eles gastam R$ 130 bilhões por ano e adoram roupas de marca e produtos eletrônicos, em uma atitude de estilo contra o preconceito. (Págs. 1 e 6 e 11)
Emprego de Delúbio é para poucos
Condenado pelo mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares iniciou ontem as atividades como assessor da CUT. Levantamento mostra que benefício, como o dele, é realidade de apenas 8% dos presos no DF. (Págs. 1 e 2 e 3)
MP vai enquadrar CBF por oferta de dinheiro à Lusa (Págs. 1 e superesportes capa)


Eleições no DF: Oposição bate cabeça para vencer Agnelo
Ainda sem um nome que os represente nas eleições de outubro, grupos ligados aos ex-governadores Arruda e Roriz veem mais um aliado — Luiz Pitiman — acenar que pode ficar fora da corrida para o Buriti. (Págs. 1 e 19)
Com Lula, Dilma desenha reforma
Presidente ouve o núcleo da campanha à reeleição, entre eles Lula, para definir mudanças na Esplanada. Futuro chefe da Casa Civil, Mercadante já despacha no Planalto. (Págs. 1 e 4)
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Estado de Minas


Manchete: Invasão paulista na UFMG
Com a entrada no Sisu, cresce o número de selecionados de outros estados, principalmente de SP.

A concorrência nacional pelas vagas na universidade, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que tem por base as notas do Enem, levou a uma explosão dos aprovados de fora de Minas. Em 2011 eles representavam 4%, percentual que subiu para 9% em 2012 e recuou para 7% no ano passado. Agora, a proporção dos “forasteiros” saltou para 17%. Os paulistas são disparadamente a maioria: 349 dos 3.535 selecionados para o primeiro semestre na UFMG, ou quase 10% do total, são do estado mais rico e populoso do Brasil. Depois de São Paulo, o Espírito Santo é o segundo com maior número de aprovados (60). Entre os futuros calouros há gente de todas as unidades da federação, exceto da Paraíba. (Págs. 1 e 17)
Coreia do Sul: Dados de 80 milhões de cartões são roubados (Págs. 1 e 15)


Os novos donos dos shoppings
Pesquisa revela que jovens da classe C são os principais clientes desses centros comerciais no Brasil, com potencial anual de consumo de R$130 bilhões.

Gastos superam os da parcela mais rica da população, estimados em R$80 bilhões. (Págs. 1 e 11)
Livre, até as 18h
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares deixou ontem o centro de detenção onde cumpre pena em Brasília para seu primeiro dia de trabalho na sede da CUT. (Págs. 1 e 2 e 3)
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Jornal do Commercio


Manchete: Aposentadorias têm perda de 81% 
Confederação de Aposentados, Pensionistas e Idosos diz que, nos últimos 20 anos, segurados do INSS que recebem mais que o salário mínimo têm benefícios cada vez mais achatados. (Págs. 1 e economia 3)
Mensalão
Genoino paga multa de R$ 667,5 mil. Valério pede para prorrogar prazo. (Págs. 1 e 5) 
ProUni divulga primeira lista de beneficiados
MEC anuncia selecionados do programa que dá bolsas a egressos da rede pública. Matrícula vai até sexta. (Págs. 1 e 7)
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Zero Hora


Manchete: Estratosféricos 280%: Brasil, nº 1 da América em juro no cartão
Sem limite para a cobrança, taxa anual é seis vezes maior do que a do segundo colocado, o que aumenta a inadimplência. (Págs. 1 e 16)
País na mira: ONG critica violações de direitos (Págs. 1 e 22)


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Brasil Econômico


Manchete: Dilma vai a Davos para reforçar a confiança
A presidenta Dilma Rousseff chega ao Fórum Econômico Mundial, nesta sexta-feira, disposta a mostrar o compromisso do país com investidores e com a estabilidade econômica. Na comitiva do governo brasileiro estão Guido Mantega, Alexandre Tombini e Fernando Pimentel. (Págs. 1 e P6)
Rogerio Studart: Em Davos, é importante para o Brasil renovar diálogo com a comunidade global de negócios (Págs. 1 e P7)


China: Crescimento de 7,7% em 2013 mostra desaceleração de ritmo da economia, dizem analistas (Págs. 1 e P22)




Uma questão de segurança
O mercado de segurança eletrônica está em expansão no Brasil. As residências das classes B e C e os varejos de pequeno porte já adotam as tecnologias. “Hoje, temos mais projetos em condomínios de classe média de bairros afastados de São Paulo do que em empreendimentos de alto padrão”, diz Fernando Moreira, da G-Eletro. (Págs. 1 e P11)
Consumo de energia: ‘Ar-condicionado é o novo chuveiro elétrico’
O aparelho, cada vez mais presente nos lares brasileiros, é apontado como o novo vilão pelas distribuidoras, que alegam não ter recursos para os investimentos necessários. (Págs. 1 e P4 e 5)
Tecnologia: O governo brasileiro parece enfim discutir seriamente a segurança da informação (Págs. 1 e P13)




Antirreclamação: Susep regula apólices de responsabilidade civil para administradores de empresas (Págs. 1 e P17)



Luz: LEDesign chega ao país, com produto equivalente à incandescente de 100 watts (Págs. 1 e P14)



Mosaico: As ligações das famílias Arraes e Campos com a Imip vão além do secretário de Saúde (Págs. 1 e P2)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Garotinho denuncia 'farsa' montada por PMDB, PT e Globo

Vídeo detalha esquema que teria tentado incriminar deputado

O deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) publicou em seu blog nesta segunda-feira (06/01) um vídeo que mostra o rapaz identificado como Anderson Harry Grutzmacher, que revela sua participação na tentativa de incriminar o deputado e sua filha por infiltração em manifestações contra o governo do Rio. Anderson teria entrado no PR a mando do presidente da Alerj, Paulo Melo, para indicar ligação do partido com a organização de protestos como o Ocupa Cabral e Ocupa Câmara. Anderson também fala do envolvimento de pessoas como o líder do PT na Assembleia, Andre Ceciliano, de um jornalista e do governador do Rio, Sérgio Cabral.
Matéria do O Globo mostrava fotos de Anderson e de integrantes do partido de Garotinho
Matéria do O Globo mostrava fotos de Anderson e de integrantes do partido de Garotinho
Matéria do O Globo publicada em novembro destacava os depoimentos do mesmo Anderson como parte do material da investigação policial sobre a contratação de ativistas profissionais pelo PR. O vídeo agora revelado no blog do Garotinho, contudo, mostra o "ex-militante do PR" contando detalhes das conversas realizadas com Paulo Melo e André Ceciliano, e e-mails trocados com o governador Sérgio Cabral e um jornalista para tentar envolver Garotinho e a sua filha nas manifestações. 
Anderson teria participado de reuniões do PR e de encontros com ativistas para registro de fotos e gravações que seriam utilizadas como provas contra o PR depois. De acordo com a denúncia publicada no Blog, o esquema contou com propina, tortura, provas forjadas, gravações clandestinas e ameaças. A matéria também indica que mais detalhes do "farto material" que revelou o esquema montado pelo trio PT, PMDB e Globo devem ser revelados nos próximos dias.
"Todas as gravações que foram feitas por mim, dentro do PR ou fora, ou quando alguém me ligava, eu tinha que levar e apresentar aos deputados André Ceciliano e Paulo Melo", disse Anderson no vídeo. Ele também informa que era orientado pelos dois, que pagaram em mãos pelo serviço. Fala também de fotos que foram feitas com Clarissa Garotinho, que, ressalta, nem o conhecia, com o Baiano e com black blocs, para serem usadas para montagens depois. Conta ainda que, "no final", chegou a ser ameaçado por Paulo Melo e André Ceciliano.   
JB tentou entrar em contato com André Ceciliano, mas, de acordo com a assessoria de imprensa, ele está em viagem e não estará disponível até a próxima segunda-feira. A reportagem também entrou em contato com a assessoria de imprensa do presidente da Alerj, Paulo Melo, que não respondeu até o fechamento desta matéria, e com a assessoria das organizações Globo, que não atendeu aos telefonemas.
 
 A reportagem do O Globo de novembro destacava a participação do assessor do deputado estadual Geraldo Pudim (PR), Sebastião Rodrigues Machado Júnior, o Nayt, e "outros suspeitos de envolvimento no recrutamento de ativistas 'profissionais'". Ressaltava conversas de Anderson com o secretário-executivo do PR, Fernando Peregrino, e outros integrantes da cúpula do partido. Peregrino chegou, inclusive, a destacar para o jornal carioca que Anderson poderia ser um infiltrado político, possivelmente ligado ao PMDB.
"Para terem ideia, num trecho que divulgaremos mais adiante, Anderson diz que foi levado para uma delegacia e colocado nu durante três horas para que aceitasse mudar seu depoimento a fim de incriminar a mim e a filha Clarissa Garotinho. Neste pequeno trecho de hoje, porém, há uma denúncia gravíssima. O presidente da Assembleia Legislativa, dentro do gabinete da presidência, pagou R$ 5 mil em dinheiro vivo. O fato é gravíssimo e não temos a menor dúvida de que as imagens, áudios e documentos que divulgaremos nos próximos dias provocarão uma imensa revolta na opinião pública", disse Garotinho em seu blog. 
Geraldo Pudim reforça denúncia ao Ministério Público e pede ação da Alerj
A publicação de Garotinho reforça ainda que, para garantir a segurança de Anderson antes da divulgação do material coletado, o deputado Geraldo Pudim iria hoje ao Ministério Público para protocolar um pedido para que o denunciante seja incluído no Programa de Proteção à Testemunha. 
Em conversa por telefone com o JB, Pudim ressalta que a matéria do O Globo foi produzida no mesmo momento em que a ocorrência foi aberta na polícia. Na época, Pudim chegou a protocolar denúncia no Ministério Público e na Alerj, mas sem tantos elementos como se tem agora com as declarações de Anderson. De acordo com ele, o "aparelho estatal está comprometido" e tudo teria sido uma grande armação, com participação de setores da polícia do Rio de Janeiro. 
Em novembro, Pudim pediu investigação dos contratantes de Anderson à AlerjEm novembro, Pudim pediu investigação dos contratantes de Anderson à Alerj
"Isso é uma forma diabólica, envolvendo PT, PMDB e Globo, que é inimigo notório do Garotinho, para tentar prejudicar sua campanha, utilizando o Anderson. Diante disso, eu já havia entregue ao corregedor da Alerj essa denúncia, antes do recesso, com pedido de providência, nós fomos ao MP. O Anderson está, obviamente, apavorado. Ele resolveu falar a verdade. Esse rapaz foi usado de forma cruel. Eu espero que, diante dos fatos, o corregedor da Alerj tome as providências. Isso pode ir mais além do que a gente imagina", declarou Pudim, que disse ainda que Anderson procurou os advogados do partido atrás de proteção. 
Tags: denúncia, garotinho, globo, manifestações, PR

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

segunda-feira, 22 de julho de 2013

"Descerrada" a placa da Rua Leonel Brizola

Aproximadamente 100 pessoas participaram do ato em frente a sede do jornal “O Globo”, na rua Irineu Marinho, no Centro do Rio de Janeiro, para a troca simbólica do nome da rua para Leonel Brizola – em homenagem a Brizola, grande desafeto do fundador das Organizações Globo, jornalista Roberto Marinho. Os manifestantes também dramatizaram o “Direito de Resposta” de Brizola a Marinho, de 1993, no Jornal Nacional – em frente a sede do jornal.
Os manifestantes se concentraram embaixo do edifício “Balança mas não cai”, na rua de Santana esquina com Presidente Vargas, e se deslocaram, ao som de uma bandinha que entoava músicas de carnaval, até a rua Irineu Marinho, tradicional sede do “Globo” há décadas, onde também funcionaram os estúdios da rádio Globo durante muito tempo.
A empresa dispensou seus jornalistas às três horas, a manifestação estava marcada para as 17 horas, e o ato transcorreu sem nenhum incidente – apesar do grande número de policiais. A PM não reprimiu a manifestação e os manifestantes, que por sua vez mantiveram-se na linha, evitando  qualquer ato de  vandalismo.
Eles percorreram tranquilamente e sem problemas os 400 metros entre a concentração e a esquina da rua Irineu Marinho com Santana, onde foi realizado o ato simbólico de “troca” de nome das ruas. No momento da “troca” os  manifestantes cantaram um jingle da campanha de Brizola à presidente presidencial de 1989, “Lá Lá Lá Brizola”.
O ato de protesto pelas posições políticas do jornal “O Globo” não foi convocado pelo PDT, mas muitos pedetistas somaram-se a ele – que foi convocado e organizado pelos militantes do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que lutam pela democratização dos meios de comunicação no Brasil, seção Rio de Janeiro.
Após a colocação de adesivos onde se lia Leonel Brizola sobre o nome de Irineu Marinho, houve ainda a dramatização do “direito de resposta” de Brizola à Rede Globo de Televisão lida em 93 por Cid Moreira no “Jornal Nacional”  - considerada um marco histórico na luta por uma mídia democrática no Brasil. Texto assinado por Brizola escrito por ele, Fernando Brito, Luis Augusto Erthal e Osvaldo Maneschy, 
Nota escrita a partir do texto “O dia em que a história bateu continência para Leonel Brizola” de Ana Helena Tavares, na página de internet  “Quem tem Medo da Democracia” – Ana que  também é autora das fotos e dos vídeos anexados. (OM)
Leia também o texto de Gilberto de Souza, do "Correio do Brasil"
Assista ao vídeo do momento em que nome de Brizola substituiu o de Irineu Marinho:
Veja a passeata na Rua de Santana
E baniram o home de Brizola da Biblioteca Nacional de Brasília
Recorde: nove anos sem Brizola
O movimento espontâneo pela Rua Leonel Brizola
Lenços vermelhos eram a marca registrada dos maragatos e foi com eles no pescoço que muitos dos manifestantes participaram do ato.Após a colocação de adesivos onde se lia Rua Leonel Brizola por cima das placas antigas, houve a dramatização, em frente ao jornal O Globo, da carta de direito de resposta de Brizola à Globo, lida em 93 por Cid Moreira no Jornal Nacional (cique para o vídeo) e considerada um marco na luta por uma mídia democrática.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Por que a grande mídia esconde o que interessa ao Brasil?

Fonte: OM - Carta Maior/Leandro Severo | 7 de julho de 2013

Brizola foi o inimigo número um da mídia brasileira. Seu nacionalismo, sua retidão, sua fixação pelos desfavorecidos e sua luta pela educação – além da excelente imagem pública que construiu - precisavam ser destruídos porque ele almejava a presidência. O cerco midiático foi tal que ele precisou criar os “Tijolões”, espaço pago nos grandes jornais, para tentar furar o bloqueio. Brizola combateu de peito aberto Roberto Marinho, da Globo, e os Civita da Abril, em uma luta pioneira e solitária. Hoje a luta pela democratização dos meios de comunicação do Brasil está nas ruas. Por isso é importante ler este texto, de Leandro Severo, na “Carta Maior”, explicando porque a mídia brasileira – nos momentos cruciais do país – sempre se inclinou para o golpismo e a traição aos interesses nacionais. (OM)

Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra. Como afirmou Nelson Rockefeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockefeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: “Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes…” (COLBY, p.127, 1998).
Seu objetivo: o domínio do comércio mundial, por meio da ocupação dos mercados e da posse das principais fontes de matéria-prima. Anos mais tarde o ex-secretário de imprensa do Congresso norte-americano, Gerald Colby, sentenciava sobre Rockefeller: “No esforço para extrair os recursos mais estratégicos da América Latina com menores custos, ele não poupava meios” (COLBY, p.181, 1998).
Neste mesmo ano, Henry Luce, editor e proprietário de um complexo de comunicações que tinha entre seus títulos as revistas Time, Life e Fortune, convocou os norte-americanos a “aceitar de todo o coração nosso dever e oportunidade, como a nação mais poderosa do mundo, o pleno impacto de nossa influência para objetivos que consideremos convenientes e por meios que julguemos apropriados” (SCHILLER, p.11, 1976). Ele percebeu, com clareza, que a união do poder econômico com o controle da informação seria a questão central para a formação da opinião pública, a nova essência do poder nacional e internacional.
Evidentemente para que os planos de ocupação econômica pelas corporações norte-americanas fossem alcançados havia uma batalha a ser vencida: Como usurpar a independência de nações que lutaram por seus direitos? Como justificar uma postura imperialista do país que realizou a primeira insurreição anticolonial?
A resposta a esta pergunta foi dada com rigor pelo historiador Herbert Schiller: “Existe um poderoso sistema de comunicações para assegurar nas áreas penetradas, não uma submissão rancorosa, mas sim uma lealdade de braços abertos, identificando a presença norte-americana com a liberdade – liberdade de comércio, liberdade de palavra e liberdade de empresa. Em suma, a florescente cadeia dominante da economia e das finanças norte-americanas utiliza os meios de comunicação para sua defesa e entrincheiramento onde quer que já esteja instalada e para sua expansão até lugares onde espera tornar-se ativa” (SCHILLER, p.13, 1976).
Foi exatamente ao que seu setor de comunicações se dedicou. Estava com as costas quentes, já que as agências de publicidade norte-americanas cuidavam das marcas destinadas a substituir as concorrentes europeias arrasadas pela guerra. O setor industrial dos EUA havia alcançado um vertiginoso aumento de 450% em seu lucro líquido no período 1940-1945, turbinado pelos contratos de guerra e subsídios governamentais. Com esta plataforma invadiram a América Latina e o mundo.
Com o suporte do coordenador de Assuntos Interamericanos (CIIA), Nelson Rockefeller, mais de 1.200 donos de jornais latinos recebiam, de forma subsidiada, toneladas de papel de imprensa, transportada por navios norte-americanos. Além disso, milhões de dólares em anúncios publicitários das maiores corporações eram seletivamente distribuídos. É claro que o papel e a publicidade não vinham sozinhos, estavam acompanhados de uma verdadeira enxurrada de matérias, reportagens, entrevistas e releases preparadas pela divisão de imprensa do Departamento de Estado dos EUA.
A vontade de conquistar as novas “colônias” e ocupar novos territórios como haviam feito no século anterior, no velho oeste, não tinha limites. No Brasil, circulava desde 1942, a revista Seleções (do Reader’s Digest), trazida por Robert Lund, de Nova Iorque. A revista, bem como outras publicações estrangeiras, pagou os devidos direitos aduaneiros por se tratar de produtos importados, mas solicitou, e foi atendida pelo procurador da República, Temístocles Cavalcânti, o direito de ser editada e distribuída no Brasil, com o argumento de ser uma revista sem implicações políticas e limitada a publicar conteúdos culturais e científicos. Assim começou a tragédia.
Logo chegou o grupo Vision Inc., também de Nova Iorque, com as revistas Visão, Dirigente Industrial, Dirigente Rural, Dirigente Construtor e muitos outros títulos que vinham repletos de anúncios das corporações industriais. Um fato bastante ilustrativo foi o da revista brasileira Cruzeiro Internacional, concorrente da Life International, que apesar de possuir grande circulação, nunca foi brindada com anúncios, enquanto a concorrente norte-americana anunciava produtos que, muitas vezes, nem sequer estavam à venda no Brasil.
Ficava claro que os critérios até então estabelecidos para o mercado publicitário, como tempo de circulação efetiva, eficiência de mensagem e comprovação de tiragem, de nada adiantavam. O que estava em jogo era muito maior.
Um papel importantíssimo na ocupação dos novos mercados foi desempenhado pelas agências de publicidade norte-americanas. McCann-Erickson e J. Walter Thompson eram as principais e tinham seu trabalho coordenado diretamente pelo Departamento de Estado. Para se ter uma ideia, a McCann-Erickson, nos anos de 1960, possuía 70 escritórios e empregava 4.619 pessoas, em 37 países, já a J. Walter Thompson tinha 1.110 funcionários, somente na sede de Londres. Os Estados Unidos tinham 46 agências atuando no exterior, com 382 filiais. Destas 21 agências em sociedade com britânicos, 20 com alemães ocidentais e 12 com franceses. No Brasil atuavam 15 agências, todas elas com instruções absolutamente claras de quem patrocinar.
No início dos anos de 1950, Henry Luce, do grupo Time-Life, já estava luxuosamente instalado em sua nova sede de 70 andares na área mais nobre de Manhattan, negócio imobiliário que fechou com Nelson Rockefeller e seu amigo Adolf Berle, embaixador norte-americano no Brasil na época do primeiro golpe contra o presidente Getulio Vargas. Luce mantinha fortes relações com os irmãos César e Victor Civita, ítalo-americanos nascidos em Nova Iorque. César foi para a Argentina em 1941 onde montou a Editorial Abril, como representante da companhia Walt Disney, já Victor, em 1950, chega ao Brasil e organiza a Editora Abril. Neste mesmo período seu filho, Roberto Civita, faz um estágio de um ano e meio na revista Time, sob a tutela de Luce e logo retorna para ajudar o pai.
Poucos anos depois, o mercado editorial brasileiro está plenamente ocupado por centenas de publicações que cantavam em prosa e verso o american way of life. Somente a Abril, financiada amplamente pelas grandes empresas norte-americanas, edita diversas revistas: Cláudia, Quatro Rodas, Capricho, Intervalo, Manequim, Transporte Moderno, Máquinas e Metais, Química e Derivados, Contigo, Noiva, Mickey, Pato Donald, Zé Carioca, Almanaque Tio Patinhas, a Bíblia mais bela do mundo, além de diversos livros escolares.
Em 1957, uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, comprova que O Estado de S.Paulo, O Globo e Correio da Manhã foram remunerados pela publicidade estrangeira para mover campanhas contra a nacionalização do petróleo.
Em 1962, o grupo Time-Life encontra seu parceiro ideal para entrar de vez no principal ramo das comunicações, a televisão. A recém-fundada TV Globo, de Roberto Marinho. Era uma estranha sociedade. O capital da Rede Globo era de 600 milhões de cruzeiros, pouco mais de 200 mil dólares, ao câmbio da época. O aporte dado “por empréstimo” pela Time-Life era de 6 milhões de dólares e a empresa tinha um capital 10 mil vezes maior.
Como denunciou o deputado João Calmon, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert): “Trata-se de uma competição irresistível, porque além de receber 8 bilhões de cruzeiros em 12 meses, uma média de 700 milhões por mês, a TV Globo recebe do grupo Time-Life três filmes de longa metragem por dia – por dia, repito… Só um package, um pacote de três filmes diários durante o ano todo, custa na melhor das hipóteses, 2 milhões de dólares” (HERZ, p.220, 2009).
O Brasil e o mundo estão em efervescência. A tensão é crescente com revoluções vitoriosas na China e em Cuba. A luta pela independência e soberania das nações cresce em todos continentes e os EUA colocam em marcha golpes militares por todo o planeta. A Guerra Fria está em um ponto agudo.
É nesse quadro que a Comissão de Assuntos Estrangeiros do Congresso dos EUA, em abril de 1964, no relatório “Winning the Cold War. The O.S. Ideological Offensive” define:
“Por muitos anos os poderes militar e econômico, utilizados separadamente ou em conjunto, serviram de pilares da diplomacia. Atualmente ainda desempenham esta função, mas o recente aumento da influência das massas populares sobre os governos, associado a uma maior consciência por parte dos líderes no que se refere às aspirações do povo, devido às revoluções concomitantes do século 20, criou uma nova dimensão para as operações de política externa. Certos objetivos dessa política podem ser colimados tratando-se diretamente com o povo dos países estrangeiros, em vez de tratar com seus governos.
Através do uso de modernos instrumentos e técnicas de comunicação, pode-se hoje em dia atingir grupos numerosos ou influentes nas populações nacionais – para informá-los, influenciar-lhes as atitudes e, às vezes, talvez, até mesmo motivá-los para uma determinada linha de ação. Esses grupos, por sua vez, são capazes de exercer pressões notáveis e até mesmo decisivas sobre seus governos” (SCHILLER, p.23, 1976).
A ordem estava dada: “informar”, influenciar e motivar. A rede está montada, o financiamento definido.
O jornalista e grande nacionalista, Genival Rabelo, exatamente nesta hora, denuncia no jornal Tribuna da Imprensa do Rio de Janeiro: “Há, por trás do grupo [Abril], recursos econômicos de que não dispõem as editoras nacionais, porém muito mais importante do que isso está o apoio maciço que a indústria e as agências de publicidade norte-americanas darão ao próximo lançamento do Sr. Victor Civita, a exemplo do que já fizeram com as suas 18 publicações em circulação, bem como as revistas do grupo norte-americano Vision Inc.” (RABELO, p.38, 1966)
Mas é necessário mais. É preciso enfraquecer, calar e quebrar tudo que seja contrário aos interesses dos monopólios, tudo que possa prejudicar os interesses das corporações. A General Electric, General Motors, Ford, Standard Oil, Du Pont, IBM, Dow Chemical, Monsanto, Motorola, Xerox, Johnson & Johnson e seus bancos J. P. Morgan, Citibank, Chase Manhattan precisam estar seguros para praticar sua concorrência desleal, para remeter lucros sem controle, para desnacionalizar as riquezas do país se apossando das reservas minerais.
Várias são as declarações, nesta época, que deixam claro qual o caminho traçado pelos EUA. Nas palavras de Robert Sarnoff, presidente da RCA – Radio Corporation of America – “a informação se tornará um artigo de primeira necessidade equivalente a energia no mundo econômico e haverá de funcionar como uma forma de moeda no comércio mundial, convertível em bens e serviços em toda parte” (SCHILLER, p.18, 1976). Já a Comissão Federal de Comunicações (FCC), em informe conjunto dos Ministérios do Exterior, Justiça e Defesa, afirmava: “as telecomunicações evoluíram de suporte essencial de nossas atividades internacionais para ser também um instrumento de política externa” (SCHILLER, p.24, 1976).
É esclarecedor o pensamento do delegado dos Estados Unidos nas Nações Unidas, vice-ministro das Relações Exteriores, George W. Ball, em pronunciamento na Associação Comercial de Nova Iorque:
“Somente nos últimos 20 anos é que a empresa multinacional conseguiu plenamente seus direitos. Atualmente, os limites entre comércio e indústria nacionais e estrangeiros já não são muito claros em muitas empresas. Poucas coisas de maior esperança para o futuro do que a crescente determinação do empresariado norte-americano de não mais considerar fronteiras nacionais como demarcação do horizonte de sua atividade empresarial” (SCHILLER, p.27, 1976).
A ação desencadeada pelos interesses externos já havia produzido a falência de muitos órgãos de imprensa nacionais e, por outro lado, despertado a consciência de muitos brasileiros de como os monopólios utilizam seu poder de pressão e de chantagem. Em 1963, o publicitário e jornalista Marcus Pereira afirmava em debate na TV Tupi, em São Paulo: “Em última análise, a questão envolve a velha e romântica tese da liberdade de imprensa, tão velha como a própria imprensa. Acontece que a imprensa precisa sobreviver, e, para isso, depende do anunciante. Quando esse anunciante é anônimo, pequeno e disperso não pode exercer pressão, por razões óbvias. É o caso das seções de ‘classificados’ dos jornais. Mas poucos jornais têm ‘classificados’ em quantidade expressiva. A maioria dos jornais e a totalidade das revistas vivem da publicidade comercial e industrial, dos chamados grandes anunciantes. Acho que posso parar por aqui, porque até para os menos afoitos já adivinharam a conclusão” (RABELO, p.56, 1966).
Não é difícil perceber o quanto a submissão aos interesses econômicos estrangeiros levou a dita “grande mídia” brasileira a se afastar da nação. A se tornar, ao longo dos anos, em uma peça chave da política do Imperialismo. Em praticamente todos os principais momentos da vida nacional se inclinaram para o golpismo e a traição. Já no primeiro golpe contra Getúlio, depois, contra sua eleição, contra sua posse, contra a criação da Petrobras, contra a eleição de Juscelino, contra João Goulart, contra as reformas de base, apoiando a Ditadura, apoiando a política econômica de Collor, apoiando Fernando Henrique e suas privatizações, atacando Lula.
Hoje, ela novamente tem lado: o das concessões de estradas, portos e aeroportos, o dos leilões de privatização do petróleo e da necessidade da elevação das taxas de juros, do controle do déficit público com evidentes restrições aos investimentos governamentais, ou seja, da aceitação de um neoliberalismo tardio.
Porque atuam desta forma? Genival Rabelo deu a resposta: “Um industrial inteligente desta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro me fez outro dia, esta observação, em forma de desafio: ‘Dou-lhe um doce, se nos últimos cinco anos você pegar uma edição de O Globo que não estampe na primeira página uma notícia qualquer da vida norte-americana, dos feitos norte-americanos, da indústria norte-americana, do desenvolvimento científico norte-americano, das vitórias e bombardeios norte-americanos. A coisa é tão ostensiva que, muita vez, sem ter o que publicar sobre os Estados Unidos na primeira página, estando o espaço reservado para esse fim, o secretário do jornal abre manchete para a volta às aulas na cidade de Tampa, Miami, Los Angeles, Chicago ou Nova Iorque. Você não encontra a volta às aulas em Paris, Nice, Marselha, ou outra cidade qualquer da França, na primeira página de O Globo, porque, de fato, isso não interessa a ninguém. Logo, não pode deixar de haver dólar por trás de tudo isso…’
Outro amigo presente, no momento, e sendo homem de publicidade concluiu, deslumbrado com seu próprio achado: ‘É por isso que O Globo não aceita anúncio para a primeira página. Ela já está vendida. É isso. É isso!’. ‘E muito bem vendida, meu caro – arrematou o industrial – A peso de ouro’ “ (RABELO, p.258, 1966).
(*) Leandro Severo é delegado à Conferência Nacional de Comunicação, Secretário Municipal de Comunicação em São Carlos entre 2007 e 2012 e membro do Partido Pátria Livre.

Referências
COLBY, G; DENNETT, C. Seja feita a vossa vontade: a conquista da Amazônia, Nelson Rockefeller e o evangelismo na idade do Petróleo. Tradução: Jamari França. Rio de Janeiro: Record, 1998.
HERZ, D. A história secreta da Rede Globo. Porto Alegre: Dom Quixote, 2009. Coleção Poder, Mídia e Direitos Humanos.
RABELO, G. O Capital Estrangeiro na Imprensa Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.
SCHILLER, H. I. O Império norte-americano das comunicações. Tradução: Tereza Lúcia Halliday Petrópolis: Vozes, 1976.