sexta-feira, 7 de outubro de 2016

12 anos sem Brizola. Mas há coisas que nem a morte nos tira mais


Não é fácil deixar para trás um convívio diário de mais de 20 anos. Ainda que se tente, porque a vida exige que se caminhe para ter caminhos, as coisas vão conosco.
Ou como fardo, ou como asas.
Hoje, 12° aniversário da morte de Leonel Brizola, só tenho a agradecer o que ele me deu.
Não foi emprego público, não foi carreira política, não foram bens, exceto um agora velho casaco de brim que, um dia, ele esqueceu num estúdio de televisão, numa das últimas vezes que fez uma gravação em que eu o torturei a falar em exatos oito segundos – uma frase, só, coitado – para já nem me lembro qual chamada de TV do PDT.
Claro que avisei a ele, mas também avisei que não ia devolver, porque queria ter algo dele e até as fotos eram raríssimas, por eu ter completa alergia à papagaiagem de pirata.
Mentira minha, ele me deu algo muito maior: o privilégio de viver, no centro dos acontecimentos, duas décadas decisivas da história de meu país.
Não vou aborrecer o leitor e a leitora com minhas saudades de alguém que nunca entendi completamente e que, tenho certeza, também nunca me entendeu por inteiro, o que jamais impediu, porém, de termos confiança absoluta um no outro, pela identidade de sentimentos e sonhos.
Pedindo desculpa pela falta de qualidade das imagens, do texto e do locutor improvisado que este blogueiro teve de tentar ser, coloco aí embaixo o vídeo que fiz, muitos anos atrás, para um dia como o de hoje, aniversário da morte do velho Briza, com quem aprendi que política não se faz sem honra, sem paixão e sem teimosia.
Postado por Carlos PAIM

segunda-feira, 9 de maio de 2016

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

sábado, 1 de março de 2014

Críticas a Barbosa se multiplicam após ataques aos ministros do STF

28/2/2014 15:12
Por Redação - de Brasília

CORREIO DO BRASIL
Barroso foi enfático ao afirmar que 'mensalão' é um 'ponto fora da curva'
Barroso foi enfático ao afirmar que ‘mensalão’ é um ‘ponto fora da curva’
Após a derrota para a maioria do Plenário, no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa, presidente da Corte e relator da Ação Penal (AP) 470, chamada de ‘mensalão’ pela mídia conservadora, ou de ‘mentirão’ na imprensa independente, sofrerá um novo revés, em breve. Ele verá todo o julgamento ser questionado, uma vez que a quadrilha que afirmava existir, no bojo do processo, simplesmente foi desconsiderada por seis dos ministros do Supremo.
Em não havendo quadrilha, o ex-ministro José Dirceu, por exemplo, não poderia ser alvo das acusações que o colocaram no centro da tese de ‘domínio do fato’, o que lhe significou parte da pena que cumpre, hoje, em regime fechado, quando deveria cumpri-la em regime semiaberto. Este será um dos fatos questionados pela defesa dos réus.
O julgamento dos embargos infringentes, recursos que poderiam reverter as condenações, representa o fim do andamento do processo no STF, mas ainda resta uma última possibilidade para os condenados tentarem mudar os rumos dos fatos e, por conseguinte, as penas impostas pela Corte: a revisão criminal, uma nova ação que poderá ser apresentada individualmente por cada condenado.
Nesta quinta-feira, durante o julgamento dos embargos infringentes, o STF decidiu, por maioria de votos, absolver os réus do crime de formação de quadrilha. No dia 13 de marco, serão analisados mais três recursos em relação ao crime de lavagem de dinheiro.
A absolvição por formação de quadrilha não altera as condenações dos réus do mensalão pelos demais crimes. Dirceu, Delúbio e Genoino cumprem pena por corrupção ativa. Os ex-dirigentes do Banco Rural estão presos por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas. O núcleo de Valério cumpre pena por corrupção ativa, peculato e lavagem – Ramon e Valério foram punidos também por evasão.
Em relação a esses crimes, para os quais não cabem mais recursos no processo do mensalão, os condenados poderiam entrar com revisão criminal. A revisão criminal somente poderá ser apresentada quando não couber mais nenhum recurso contra as condenações.
Discurso virulento
Em artigo publicado nesta sexta-feira, a colunista da Rede Brasil Atual (RBA) Helena Sthephanowich atentou para o fato que, ao fim do capítulo do julgamento dos embargos infringentes na AP-470 que absolveu José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e outros réus do crime de formação de quadrilha, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o último a votar – quando já não era mais possível reverter o veredito – “fez um discurso com frases de efeito tais como ‘alertar à nação’, ‘sanha reformadora’ etc”.
“Aos olhos de quem trabalha com a divulgação de informação, ficou claro que se tratava de uma fala que poderia perfeitamente ser editada pelos telejornais, reforçando o viés moralizador de uma potencial campanha política dele, Joaquim Barbosa”, afirmou a colunista.
O discurso, no entanto, foi esvaziado nas edições dos jornais televisivos noturnos, para frustração do autor, e sobraram críticas ao comportamento do presidente da mais alta corte de Justiça do país. Segundo o jornalista Miguel do Rosário,
em seu blog, “o fato de estar publicada na CBN, que pertence às organizações Globo, mostra que não está sendo possível conter a avalanche de críticas ao JB. Ela está vindo com muita força, de todos os lados, de pessoas esclarecidas e preocupadas com o direito, com a justiça e, sobretudo, com a democracia, conceitos agredidos violentamente pelo sociopata político Joaquim Barbosa”.
“O cientista político Claudio Couto, da Escola de Administração Pública da FGV de São Paulo, acusou o presidente do STF, Joaquim Barbosa, de fazer acusações de cunho político e partidário contra seus colegas e contra a presidente da República. ‘Ele não podia fazer isso, pois um juiz deve ser neutro’, diz Couto. Ele aborda ainda a possibilidade de o STF reverter decisões sobre o ‘mensalão’, mesmo que isso contrarie a ‘opinião pública’. Couto lembra que o STF deveria ser uma instituição contra-majoritária, ou seja, mais preocupada com os direitos individuais do que com a opinião da maioria, até porque é uma opinião contingente e volátil, que hoje pode estar de um lado, e amanhã, de outro”, afirmou.
“Com a expressão de ‘alerta ao Brasil’, Joaquim Barbosa fez praticamente um chamamento ao golpe. Foi o que entendi após ouvir essa entrevista de Couto. E é isso mesmo o que eu acho que Barbosa fez: chamou um golpe. Ou preparou os
fundamentos de seu discurso eleitoral, cometendo um gravíssimo crime político, em dose dupla: juiz não pode exercer atividade político-partidária e não se pode usar a TV Justiça para veicular propaganda política”, concluiu.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gravações da Justiça dão detalhes do atentado no Riocentro em 1981

Fantástico obteve depoimentos de testemunhas e participantes.
Ex-delegado diz que havia bomba no palco para atingir artistas.

Do G1, com informações do Fantástico
22 comentários



Novos depoimentos de testemunhas e participantes ajudam a Justiça a entender detalhes do atentado que ocorreu em 1981 no Rio Centro.
Com autorização, da Justiça, o Fantástico obteve acesso ao material, que é parte da mais completa investigação sobre o Caso Riocentro, iniciada dois anos atrás.
(veja vídeo ao lado)
Os relatos ajudam a esclarecer o caso, em que estão envolvidos grupos secretos, na tentativa de impedir o fim da ditadura militar. Com eles, o Ministério Público Federal (MPF) encontra detalhes do que aconteceu no Riocentro naquela noite, em que ocorria um show comemorativo ao dia 1º de Maio.
Um dos depoimentos é o do coronel reformado Wilson Machado, que nunca deu entrevistas sobre a explosão ocorrida dentro do carro em que ele estava na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. No banco do carona estava o sargento Guilherme do Rosário, que morreu no veículo. Machado saiu ferido do episódio.
Em dezembro de 2013 e em janeiro passado, Machado disse ao Ministério Público Federal, que não estava envolvido com o atentado. “Eu nunca carreguei nenhum explosivo, não sei mexer com nenhum explosivo, nunca mexi na minha vida. Não estou encobrindo ninguém, e ninguém vai dizer que deu essa ordem pra mim”.
Enquanto Wilson Machado nega envolvimento e até a existência de uma bomba, um ex-delegado afirma que havia um plano para que uma bomba fose colocada no palco para atingir os artistas.
'Peritos foram pressionados'
Para o procurador Antonio Passos, não há dúvidas de que o inquérito conduzido logo depois do atentado em 1981 foi direcionado para que as conclusões não chegassem aos autores do atentado.
“Peritos foram pressionados, testemunhas foram ameaçadas, provas foram suprimidas do local do crime. Então, a gente não tem dúvida de que a primeira investigação no Riocentro foi direcionada para que o caso fosse acobertado, que não se descobrisse a verdade”, disse.
'Alguma coisa subversiva'
Em 1981, o então capitão do Exército Wilson Machado era chefe de uma seção do  Destacamento de Operações de Informações (DOI), órgão de inteligência e repressão da ditadura militar.  Segundo seu depoimento, a missão que recebeu do comando do DOI era simples: verificar se os artistas e os participantes falavam  “alguma coisa subversiva”.
Desde o primeiro inquérito, ainda em 1981, Machado sempre sustentou que ele e o sargento saíram do carro por alguns instantes depois de terem chegado ao Riocentro, e depois iriam estacionar normalmente. Ele teria ido ao banheiro e o sargento - conhecido no Exército como Wagner - aproveitou para procurar amigos com quem teria ficado de se encontrar.
Os dois voltaram ao carro e houve uma explosão -- que Machado diz não ter achado que se tratava de uma bomba. “Para mim não estourou bomba não, amigo”, disse. “Se você ver aí na declaração, não sei se está aí, quando eu fui interrogado, eu achava que tinha estourado o motor do carro”.
Testemunha
Mais de 30 anos depois do atentado, uma testemunha do caso criou coragem para falar ao MPF. Mauro Cesar Pimentel, dono do carro que aparece em uma imagem feita logo depois do atentado, foi localizado em 2011 pelo jornal "O Globo".
Ele disse não ter se pronunciado antes por medo, mas também conta ter visto o carro de Machado antes da explosão. “Eu olhei bem para dentro do carro e na traseira do carro, no vidro traseiro, que é baixa a traseira, eu vi dois cilindros idênticos ao que ele estava manipulando”, contou ele, referindo-se ao sargento Guilherme do Rosário.
Machado, que viu a declaração por meio do MPF, contesta a informação. “Duvido. Duvido!”, diz Machado.
Em depoimento, Pimentel diz ter visto a explosão e buscado ajuda. “Eu corri, corri e não achei ninguém. Voltei e falei, vou eu mesmo socorrer ele. Mas quando eu voltei, ele não estava mais lá (Machado). Já não estava ele e não estavam os dois cilindros na traseira do carro. Só ficou o sargento, que já estava morto”.
Em todos os depoimentos que deu até hoje, Machado afirma que não se lembra quem o socorreu e diz que o explosivo não estava no colo do sargento. Ele também mostra cicatrizes de que teria sido atingido no episódio.
Na época, a investigação concluiu que a bomba estava imprensada entre o banco e a porta do carona.
'Eu não podia deixar de cumprir a ordem'
O major reformado Divany Carvalho Barros, conhecido no Exército como "Dr. Áureo", admitiu, três décadas depois do atentado, que foi enviado ao Riocentro para recolher provas que pudessem incriminar o Exército. Divany afirma que recolheu de dentro do carro três objetos pertencentes ao sargento Rosário.
Eu não podia deixar de cumprir a ordem. A caderneta com telefones, nomes, anotações. Peguei a caderneta, peguei uma granada defensiva que ele usava na bolsa que não explodiu. Peguei a pistola dele”, contou em depoimento ao MPF.
Em outro depoimento ao MP, o ex-delegado de polícia Cláudio Guerra contou que sua função era prender, no Riocentro, pessoas falsamente ligadas à explosão. No depoimento, ele revela a existência de mais uma bomba com um novo alvo – o palco e os artistas.
“Seria colocado no palco, justamente para atingir... A comoção seria a morte de artistas mesmo, né?”, diz o ex-policial.
Nenhuma bomba explodiu no palco. No entanto, além da que explodiu no pátio, outra foi atirada na casa de força do Riocentro, para cortar a luz e causar pânico nas mais de 20 mil pessoas que assistiam ao show, segundo os procuradores.
A viúva do sargento Guilherme do Rosário, Sueli José do Rosário, também guardou silêncio por mais de 30 anos, segundo disse ao MPF, por ter sido ameaçada.
“No dia que enterrei meu marido. No dia... Não deram tempo nem para eu chorar a morte do meu marido”, disse. Ela conta que a ameaça veio de alguém chamado de 'doutor Luiz', que teria dito que ela seria acompanhada e mencionado seus dois filhos. O MPF está investigando a identidade do homem.
Restaurante do Rio é peça chave
As investigações do Ministério Público Federal também estão mapeando a atividade dos grupos que lutaram contra o fim da ditadura. Na lista de endereços revelados pelas testemunhas, um restaurante na Zona Portuária do Rio é uma peça importante das investigações.
Segundo o MPF, coronéis e generais do Exército se reuniam no local para planejar os atentados. Depois, as ordens eram repassadas aos subalternos. Somente nos primeiros meses de 1980, foram 46 explosões atribuídas aos militares.
Boa parte dos atentados foi contra bancas de jornal que vendiam publicações consideradas subversivas. Uma bomba enviada à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, matou a secretária Lyda Monteiro.
Denúncia do MPF
Para o MPF, o coronel Wilson Machado, o ex-delegado Cláudio Guerra e os generais reformados Nilton Cerqueira e Newton Cruz, devem responder por tentativa de homicídio, associação criminosa e transporte de explosivos.
Nilton Cerqueira era comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e teria suspendido o policiamento no dia do show. Newton Cruz, que ainda foi denunciado por favorecimento, chefiava o Serviço Nacional de Informações (SNI). Segundo o MPF, ele soube do atentado com antecedência e nada fez para impedir.
Os outros denunciados pelo MPF são o major Divany, por fraude processual, e o general reformado Edson Sá Rocha, acusado de ter defendido um plano de atentado um ano antes, também no Riocentro - o único que se recusou a responder às pergundas do MPF.
Passados 33 anos do atentado, os procuradores alegam que o crime não prescreveu porque foi praticado contra o país. Além disso, não estariam cobertos pela Lei da Anistia, válida de 1961 a 1979.
A Justiça Federal ainda está analisando o novo inquérito para decidir se aceita a denúncia.
Procurados pelo Fantástico, o general Newton Cruz disse que já foi julgado e inocentado pelo Superior Tribunal Militar e pelo Supremo Tribunal Federal no caso do Riocentro. A família do ex-delegado Cláudio Guerra disse que ele está doente e não poderia falar. Nilton Cerqueira e Sueli José do Rosário não quiseram dar entrevista para o Fantástico. Já o coronel Wilson Machado e o major reformado Divany Carvalho Barros foram procurados em casa e pelo telefone, mas não foram encontrados.
Veja o site do Fantástico






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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014


Dilma vai receber MST após confrontos em protesto

    
Posted on fev 13 2014 - 4:11am by Natasha Mekanna

Dilma vai receber MST após confrontos em protesto - José Cruz/Agência Brasil
Dilma vai receber MST após confrontos em protesto – José Cruz/Agência Brasil
 
13/02 - Em marcha pelo centro de Brasília durante toda a quarta-feira (12), o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reivindicou a reforma agrária e criticou severamente a forma como o governo federal tem conduzido a questão.  O movimento é contra o que chamam de “paralisia” da reforma agrária durante o governo da presidente Dilma Rousseff. 
Os protestos resultaram em confrontos com a polícia. Trinta policiais ficaram feridos.
“A reforma agrária está parada neste país. Esse governo tem priorizado as grandes obras e o agronegócio. A Dilma é a pior presidenta da reforma agrária dos últimos tempos”, disse Kelly Mafort, integrante da direção nacional do movimento.
Ao participar, na última segunda-feira (10), do 6º Congresso Nacional do MST, o Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, admitiu haver problemas com a reforma agrária, mas nega que o governo tenha sido omisso em relação ao tema.
A presidenta Dilma Rousseff terá uma audiência com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) hoje (13), informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O encontro foi negociado pelo ministro com a direção do movimento, após mais de 15 mil pessoas ocuparem a Praça dos Três Poderes.
Da Agência Brasil
Edição: Natasha Mekanna/Folha Paulistana

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Painel da Folha - 04-02-2014 (Vera Magalhães)

Barbosa inclui processo contra filho de José Dirceu na pauta do Supremo

Próximos capítulos Ministros do Supremo Tribunal Federal se surpreenderam ontem ao receber a pauta da primeira sessão criminal de 2014, que será na quinta-feira. Joaquim Barbosa incluiu processo contra o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho de José Dirceu, por suposto crime eleitoral. Na semana passada, Ricardo Lewandowski, em sua interinidade na presidência da corte, deu parecer favorável a que fosse analisado pedido de trabalho do ex-ministro da Casa Civil, condenado no mensalão.
Tem mais Também estão na pauta outros processos contra prováveis candidatos, como uma ação contra o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e embargos a um acórdão do STF que recebeu queixa-crime contra o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ).
Desagravo Do vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), sobre ter feito, diante de Joaquim Barbosa, o gesto com punho cerrado usado pelos mensaleiros quando foram presos: "É sinal de que não aceitamos passivamente as condenações sem provas desse julgamento político".
Lá... Petistas próximos à presidente Dilma Rousseff têm defendido que o ex-presidente do PT paulista Edinho Silva, escalado para ser tesoureiro da campanha à reeleição da petista, seja um dos encarregados da articulação politica da campanha, juntamente com o presidente nacional da sigla, Rui Falcão.
... e cá Nos bastidores, o tesoureiro do PT, João Vaccari, faz campanha para que Arthur Henrique, da Central Única dos Trabalhadores, seja o responsável pela arrecadação do comitê, mas o sindicalista enfrenta resistências do entorno da presidente.
Prancheta Nos próximos dias, membros da cúpula petista conversarão com Lula para bater o martelo sobre a escalação final do time que atuará no QG da reeleição, a fim de evitar a disputa por espaço entre alas do partido.
Filme velho Anteontem, no Palácio do Jaburu, senadores do PMDB voltaram a se queixar a Michel Temer da demora da presidente em solucionar o xadrez do partido na reforma ministerial.
Cacife alto Apesar da indefinição, os peemedebistas resolveram dobrar a aposta e defender que o senador Vital do Rêgo (PB) assuma a Secretaria dos Portos, turbinada pelo programa de concessões, ao invés do Ministério do Turismo. Temer levaria a sugestão à presidente ontem.
Eureka! Após a posse dos novos ministros no Planalto, ontem, Romero Jucá (PMDB-RR) brincou com Benito Gama ao encontrá-lo, dizendo que o petebista estava com "cara" de Ciência e Tecnologia. O PTB pleiteia vaga na Esplanada dos Ministérios.
Em alta Chamou a atenção ontem o destaque que Dilma deu ao novo ministro da Educação, José Henrique Paim, ao empossá-lo. A presidente o chamou "meu querido Paim'', e ele foi o mais aplaudido na solenidade.
Rodízio Diante da hesitação do PSB em apoiar sua candidatura à reeleição, Geraldo Alckmin mudou o interlocutor preferencial no partido: no lugar do deputado Márcio França, tem falado mais com o prefeito de Campinas, Jonas Donizette.
No muro 1 Enquanto em Pernambuco o PSDB já anunciou que apoiará o candidato de Eduardo Campos à sua sucessão, em Minas o PSB ainda estuda como vai adotar a reciprocidade em relação ao grupo de Aécio Neves.
No muro 2 Uma ala do partido quer entrar na coligação de Pimenta da Veiga, e outra defende lançar um candidato para cumprir tabela. O PSDB cobra aliança formal.

*
TIROTEIO
O incidente envolvendo o filho e a neta do governador deve servir de alerta de que ninguém está seguro em São Paulo.
DE EMÍDIO SOUZA, presidente estadual do PT, sobre a troca de tiros entre assaltantes e policiais que fazem a escolta de um dos filhos de Alckmin, ontem.

*
CONTRAPONTO
Comilança ampla, geral e irrestrita
Um grupo de jornalistas de Brasília almoçava no Clube da Imprensa, em Brasília, no fim dos anos 70, e conversava sobre a cobertura do retorno dos exilados políticos ao país, graças à abertura política do fim do regime militar.
Sonia Carneiro, repórter da rádio Jornal do Brasil, disse aos colegas que a chegada do líder comunista Luís Carlos Prestes tinha sido tão emocionante para ela que a fez devorar um prato fundo de feijoada.
Outro repórter, do jornal "O Globo", brincou, provocando gargalhadas dos colegas:
-O Prestes nem chegou e já derrubou o regime!

Com ANDRÉIA SADI e BRUNO BOGHOSSIAN 


painel
Vera Magalhães é editora do Painel. Na Folha desde 1997, já foi repórter do Painel em Brasília, editora do caderno 'Poder' e repórter especial.